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Alimentação Indigena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

               

 

     Os primeiros indígenas que provaram a comida de branco não gostaram. Dois deles, levados à nau capitânia e recebidos pelo próprio Pedro Álvares Cabral com muito prazer e festa, provaram o pão, peixe cozido, confeito, fartéis (“doce mais ou menos delicado, envolto numa capa de massa”, segundo a definição do Dicionário de Morais), mel, figos secos. "Não comeram quase nada" – é o depoimento da nossa primeira testemunha ocular da história, o Caminha. E, se provavam alguma coisa, logo cuspiam. Do vinho, mal provaram e não gostaram. Até a água serviu apenas para um bochecho.

    Tudo isso, porque os índios tinham uma alimentação muito diferente.   

    Os habitantes da faixa litorânea se alimentavam de caça, pesca, dos frutos silvestres e do que plantavam em seus  roçados. Faziam o uso do sal, o que conseguiam retirando-o do fundo das covas que abriam nas proximidades do mar, depois que houvesse a evaporação total da água. Os tupinambás tinham o paladar mais apurado e não se contentavam somente com o sal, misturavam-no com pimentão para condimentar seus alimentos.
 
    Uma das maiores contribuições dos indígenas na nossa alimentação, foram os produtos derivados da mandioca e da tapioca, muito utilizada para fazer mingau e beiju.